quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sentimentalismo


   A arte em geral, assim como a música sempre foi uma forma de se estudar o comportamento humano. Na Idade Média e na Renascentista o romantismo era explicito na literatura e nas cantigas. Como Camões  que disse que o verdadeiro Amor só existiria sem o sexo. Pois permaneceria no imaginário, confundindo-se com a própria amada. Ou seja, era evidente o romantismo nessa época.
   Depois o sentido de amor e como era visto foi sendo modificado de acordo com a realidade humana e seu grau de conhecimento. É normal, atualmente, questionar se ainda existe o romantismo, ou se a vulgaridade prevalece.
   O que ocorre na maioria das vezes, principalmente na adolescência e continuando até a fase adulta, é a falta de diálogo associado a insegurança. Além  das pessoas tentarem apresentar-se livres de sentimentos "racionalmente", tendo total controle da situação.
  Como Arnaldo Jabor escreveu numa coluna com o título Ser feliz é parecer feliz em 2009  no jornal o globo, " -eles têm o prazer de ostentar uma mentirosa auto consciência, como se tivessem controle sobre o que são".
   Essas causas, geralmente, levam a falta de importância e de comprometimento em relação a sentimentos. Isso é comum em ambos os sexos. Entretanto, o homem tende a ser "mulherengo", tornando-se normal e mais rápido o seu envolvimento com outras mulheres, pela própria cultura da sociedade num aspecto geral. Enquanto, geralmente, elas saem desacreditadas em relação a qualquer relacionamento posterior .
   Resultam em vulgaridade todos esses fatores fundido com a situação atual. A qual utilizam a sexualidade como meio de atrativo em busca do interesse e da atenção das pessoas, como faz a mídia.
"Quer carícia, quer romance
Quer delícia, quer um lance
Quer amor, quer envolvência
Só vou te dar uma chance
Sou canalha, sou brabo
Na cama eu te esculacho
Não fique apaixonada
Porque eu sou muito safado"  
                                  (Os havaianos)
A música " Os canalhas" retrata o não envolvimento do eu lírico na relação. O qual se mostra desprovido de sentimentalidade, apresentando apenas desejo.
   Confesso que é muito difícil discorrer sobre esse assunto, por não ter uma opinião formada.Todavia,superficialmente falando, para se ter uma vivencia saudável com as pessoas, não apenas no âmbito amoroso,  muitas vezes é necessário não ter a preocupação de ser totalmente racional e sem sentimentos, expondo sempre seu ponto de vista.





quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vestibular favorece ou não?

   A cada dia é mais difícil manter a credibilidade do vestibular quando se assiste aos noticiários, sobre furto de provas ou rompendo o sigilo de cadastro dos vestibulandos. Além disso, há a seguinte questãp: o vestibular favorece alunos de melhor situação econômica? Ou as condições das escolas públicas desfavorecem os alunos destas instituições?
   O enem, por exemplo, tem função de avaliar o ensino das escolas brasileiras. Com isso, muitas universidades usaram parte desta prova em seu vestibular, o qual seria um processo de seleção para avaliar os candidatos que estariam aptos a ingressar nela.
  Dizer que a prova favorece os alunos de melhor situação econômica e prejudica os menos favorecidos, pode, sim, ter suas verdades. Por raciocínio lógico, quem tem condições não irá cursar uma escola ruim. Por exemplo, durante o regime militar, o quantitativo de escolas particulares eram bem menores, isso porque não se precisava delas, já que as instituições públicas eram satisfatórias. Após a volta dos civis ao governo, houve uma grande queda nos investimentos no setor educacional, por não trazer um rápido retorno e não favorecer, num âmbito eleitoral, um político como seria investindo na área social.
   Com isso, a educação neste país é prejudicada, sendo o resultado das provas apenas um reflexo disto. Ou seja, abaixar o nível da prova seria o mesmo que assinar o atestado de óbito do governo, ou de incompetência.
   Portanto, o fato de haver mais pessoas com maior poder aquisitivo ingressando em universidades públicas não deixa de ser verdade. Entretando, para mudar essa situação seria necessário reaver  o ensino fundamental, principalmente em instituições estatais.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"Vou dizendo como sou, e vou sendo como posso" (8)

Como muitas pessoas da minha geração, não tenho o hábito de escrever e nem de pesquisar. Então com essa finalidade resolvi criar este blog.
Não tenho um tema certo, nem tanta criatividade, como percebe-se pelo nome "Coisas mundanas" (juro que foi o menos pior). Ainda não tenho opinião formada, então provavelmente serei uma apócrifa, talvez por ser nova e não ter uma bagagem cultural tão grande, mas darei destaque as coisas que para mim valem a pena.
Aqui está minha primeira postagem, só falta agora uma foto.

Explicação do título: Novos baiano confesso, um vício talvez momentâneo
Detalhe: "vou dizendo como sou"  eu já explicitando a minha marca registrada de confundir absolutamente TUDO. Para quem não sabe o certo seria "vou mostrando como sou ".